As Sete Cartas do Apocalipse


As Sete Cartas do Apocalipse

Por Bispo José Ildo Swartele de Mello

INTRODUÇÃO:

Tem muita gente que imagina que o Apocalipse é um livro repleto de mistérios enigmáticos que somente os especialistas seriam capazes de decifrar, mas isto não é verdade, pois o próprio termo Apocalipse significa revelação. Sendo assim, o que estava oculto, agora, está sendo revelado; Os sete selos que lacravam o livro  foram rompidos pelo Cordeiro de Deus, revelando, assim, como ele próprio vencerá e julgará o mal para estabelecer a plenitude de seu reino de justiça e paz (5.1-14).


Além disto, é preciso ter em mente que o Apocalipse são cartas endereçadas ao povo simples e sofredor das sete igrejas da Ásia Menor que viveram no primeiro século da era cristã. Portanto, foi escrito de tal maneira que essas pessoas humildes pudessem compreender sua mensagem.
O livro é uma revelação de como o glorioso Senhor Jesus Cristo, o soberano dos reis da terra (1.4), promoverá juízos contra os malfeitores trazendo pureza, justiça e paz ao mundo (6.12-17 e capítulos 18 a 22). O clima é de guerra contra o mal (18.14), onde inúmeros seguidores de Cristo estão sendo martirizados (6.9; 7.9-14 e 13.15; 20.4). Mas o que parece ser um sinal de fraqueza da Igreja se converterá em força, pois a morte não é o fim daqueles que seguem o caminho do Cordeiro de Deus que foi morto, mas ressuscitou e que vive e reina para sempre juntamente com todos os seus mártires (1.18; 18.14 e 20.4).


O livro traz conforto e ânimo aos que estão passando pela Grande Tribulação (7.13-17; 18.14). Eles não devem ter medo do sofrimento, pois tudo está sob o controle do Senhor Jesus (2.10). Ele triunfará sobre o mal e vingará o sangue dos inocentes (6.9-17; 18.14 e19.1-9), retribuindo a cada um segundo as suas obras (2.23; 22.12). O Rei das Nações (15.3) promoverá a cura das nações (22.2) e a maldição não terá mais lugar (22.3), pois felizes para sempre serão os que lavaram as suas vestes e as alvejaram no sangue do Cordeiro (22.14; 7.14-17; 20.4). 


Esta revelação é dada à sete igrejas da Ásia menor. Não haviam apenas sete igrejas naquela região, mas sete foram escolhidas para representar a Igreja de Cristo em sua totalidade, assim como João escolheu cuidadosamente sete milagres de Jesus para registrar em seu Evangelho com o intuito de representar a totalidade dos milagres como um demonstrativo da natureza divina de Cristo. O fato do Senhor comunicar em primeira mão à igreja o que ele está para prestes a executar demonstra o alto conceito que ele tem da Igreja. 


A igreja pode ser desprezada e perseguida pelo mundo, mas é valorizada por Jesus. A igreja está no centro dos planos de Deus (Ef 1.22-23; 2.6-7; 2Co 5.18-20), ela é agente do Reino de Deus e serve como protótipo da nova criação, do novo céu e da nova terra que estão a caminho (1 Pe 2.9; Mt 5.13-15; Mt 6.10; At 1.8; 1 Pe 4.10; 2 Co 5.17; Rm 14.17). 


Assim como Deus não fazia nada sem antes comunicar aos seus servos, os profetas (Am3.7), assim também, o Senhor comunica à Igreja o que está prestes a fazer, pois ela é o Corpo de Cristo nesta terra e foi incumbida de exercer um papel preponderante na execução dos planos de Deus (Mt 28.18-20; At 1.6-8; 1 Pe 2.9), além disto, o Senhor alerta a igreja para ela não ser pega de surpresa quanto as provações que há de enfrentar em sua luta contra o mal. O conteúdo desta revelação serve também de conforto e ânimo, motivando a Igreja a perseverar em seu testemunho diante das tribulações para que ela possa cumprir com fidelidade a sua importante missão no mundo.


A Igreja possui um papel ativo nos planos de Deus. Os eventos escatológicos estão intimamente ligados ao sucesso da missão da Igreja, pois o fim só virá depois da pregação do Evangelho a todas as nações (Mt 24.14). O Apocalipse revela que haverá no céu uma multidão incontável de mártires procedentes de todos os povos, tribos e nações (7.9), sinal de que a Igreja cumprirá com sucesso sua missão, possibilitando assim que os eventos de juízo contra o mal cheguem ao clímax na consumação dos séculos que trará o dia do Juízo Final. Tais juízos são consequências da ira de Deus que virá sobre a terra para vingar o sangue dos inocentes (6.10 e17; 14.7; 16.1-7 e 19.2) e para estabelecer um novo tempo em que a maldade não terá mais lugar (21.1-7).


Agora, todo privilégio traz consigo responsabilidades (Tg 3.1). O Senhor pede conta dos talentos entregues aos seus servos (Mt 25.19). “Para aquele que muito for dado, muito será requerido” (Lc 12.48). O Senhor está revelando à Igreja os seus juízos contra o mal que estão prestes a acontecer no mundo em favor da restauração da santidade, mas, “o julgamento começa pela casa de Deus; e, se começa primeiro conosco, qual será o fim daqueles que não obedecem ao evangelho de Deus? E, se ao justo é difícil ser salvo, que será do ímpio e pecador?” (1Pe 4.17 e 18). Sendo assim, vemos aqui nestas cartas do Apocalipse, que o Senhor Jesus que está prestes a julgar o mundo, começa seu julgamento a partir de sua própria Igreja, pois ela deve servir como luz do mundo e sal da terra. A Igreja é uma comunidade escatologia, composta por novas criaturas, que receberam um novo coração (Ez 11.19) e que foram regenerados e capacitadas pelo Espírito (Tt 3.5-6), recebendo todas as condições necessárias para viverem uma nova vida de acordo com os valores do Reino de Deus (2Pe 1.3; Ef 1.3), servindo como um sinal e também como uma semente do futuro que Deus tem planejado para toda a humanidade (Ef 1.10). Vejamos o que Jesus escreve as sete igrejas.


Lendo as sete cartas de Cristo, percebemos o seguinte padrão geral: 1. Jesus se apresenta; 2. Jesus conhece as virtudes da Igreja; 3. Jesus conhece os pecados da Igreja; 4. Jesus punirá os infiéis; 5. Jesus exorta ao arrependimento 6. Jesus recompensará os fiéis e 7. A exortação final de Jesus. Então, Vamos examinar as cartas por cada um destes sete tópicos.


1. JESUS SE APRESENTA ASSIM ÀS SETE IGREJAS:

  1. À Éfeso como aquele que tem as sete estrelas em sua mão direita e anda entre os candelabros (2.1).        
  2. À Esmirna como o Primeiro e o Último, como aquele que morreu e tornou a viver (1.8). 
  3. À Pérgamo como aquele que tem a espada afiada de dois gumes (2.12), 
  4. À Tiatira como o Filho de Deus, cujos olhos são como chama de fogo e os pés como o bronze reluzente (1.18); 
  5. À Sardes como aquele que tem os sete espíritos de Deus e as sete estrelas (3.1); 
  6. À Filadélfia como aquele que é santo e verdadeiro e que tem a chave de Davi (3.7); 
  7. E à Laodicéia como o Amém, a testemunha fiel e verdadeira e como o soberano da criação de Deus (3.14).


Então, em suas apresentações, Jesus se revela como o Senhor da Igreja, que passeia no meio dela (1.20; 2.1; 3.1), marcando sua forte presença e presença no meio da Igreja com seus pés como de bronze reluzente e como aquele que tudo vê através de seus olhos que são como chama de fogo que examina as obras de cada um, queimando o pecado, destruindo a palha e purificando o metal precioso (1.18; 1Co 3.13); E, como aquele que morreu e ressuscitou, ele conforta e anima os atribulados, e com a chave de Davi, o santo e verdadeiro, tem poder para abrir e fechar portas que ninguém pode reverter. E, com sua espada afiada de dois gumes, ele está pronto para punir os malfeitores. Jesus não é apenas o Senhor da Igreja, mas é também o soberano da criação de Deus.


2. JESUS CONHECE AS VIRTUDES DA IGREJA

Portanto, Jesus conhece pessoalmente Igreja. Ele conhece as circunstâncias adversas (2.9, 13) e destaca as virtudes das igrejas, tais como: as boas obras (2.2, 19), o amor (2.19), o trabalho árduo (2.2, 19), a perseverança diante do sofrimento e pobreza (2.2, 3, 9, 19, 3.8, 10), a perseguição e martírio por fidelidade a Cristo (2.10, 13; 3.8) sua luta contra os hereges e seu apego a sã doutrina (2.3, 24, 3.10), sua santidade (3.4), sua fidelidade (2.13; 3.10) e obediência e a sua fé e serviço (2.19).


3. JESUS CONHECE OS PECADOS DA IGREJA

Mas Jesus também conhece muito bem os pecados da Igreja, tais como: aqueles que seguem os falsos apóstolos e profetas, aqueles que seguem as heresias dos nicolaítas, Jezabel e de Balaão, aqueles que vivem na prática de imoralidades e idolatrias, aqueles cujas obras não são perfeitas, aqueles que são mornos espiritualmente falando e aqueles que se acham espirituais, mas que de fato são miseráveis, pobres, cegos e que estão nus (3.17; 2Pe 1.8-9) , de modo a envergonhar o santo nome de Cristo.


4. JESUS ADVERTE MOSTRANDO AS CONSEQUÊNCIAS DE UMA VIDA PECAMINOSA

Jesus não admite o pecado no mundo e muito menos na Igreja (2Tm 2.19).  Ele, num ato de misericórdia, buscando despertar a Igreja, adverte apontando para as duras consequências de uma vida pecaminosa. Os crentes devem se arrepender, “se não”: terão o seu candelabro removido (2.5), ou seja, a sua luz será apagada, e não terão direito a comer do fruto da árvore da vida que está destinado somente aos vencedores (2.7), e não terão direito a coroa da vida que esta destinada apenas aos que forem fiéis até a morte (2.10) e estarão sujeitos à segunda morte que é a condenação eterna, pois somente ao vencedor é dito que de modo algum sofrerá a segunda morte (2.11). Se não houver arrependimento e mudança de atitude, o próprio Senhor Jesus virá contra os impenitentes com a sua espada afiada de dois gumes (2.16), pois Jesus retribuirá a cada um segundo as sua próprias obras (2.23). Se os crentes não estiverem vigiando, serão surpreendidos quando, Jesus, o noivo vier de surpresa e ficarão de fora das bodas (3.3; Mt 25.1-13), terão seus nomes riscados do livro da vida, pois somente os fiéis é que jamais terão os seus nomes apagados deste livro (3.5; Ex 32.33). Se não houver arrependimento, se não houver fervor espiritual, o crente morno deve saber que corre o risco de ser vomitado da boca do próprio Deus (3.16). 


5. JESUS CONVIDA AO ARREPENDIMENTO



Jesus conclama a Igreja ao arrependimento (2.4, 16, 21-24, 3.3, 19).Jesus passeia no meio dos candelabros (2.1), ele anda no meio da Igreja esquadrinhando mentes e corações. Ele enaltece as virtudes, mas também recrimina o pecado, advertindo quanto aos perigos que a Igreja está correndo se persistir no erro, tudo visando à cura e à restauração da santidade da Igreja. Pois o Pai repreende ao filho porque o ama e lhe quer bem (3.19). Jesus concede tempo e oportunidade para o arrependimento até mesmo daquela falsa profetiza Jezabel (2.21)! E para a mais carnal e pecaminosa de todas as sete igrejas, Jesus ainda estende este carinhoso convite, dizendo: “Eis que estou à porta e bato. Se alguém ouvir a minha voz e abrir a porta, entrarei e cearei com ele, e ele comigo” (3.20). Jesus está à porta batendo. Ele não está com um pé de cabra querendo entrar à força. Ele não nos empurra o Evangelho goela à baixo. Jesus não arromba a porta de nosso coração, pois deseja que sejamos receptivos ao seu convite amoroso. Só não aceita quem não quer. Ele não quer filhos contrariados dentro de sua casa. Se o filho quer ir embora, pode ir, mas se volta arrependido, mesmo estando em frangalho, ferido e quebrado, é recebido com beijos, abraços e muita festa! (Lc 15.11-24)


6. JESUS MOTIVA MOSTRANDO AS RECOMPENSAS

Jesus estimula sua Igreja mostrando os galardões ou recompensas que os fiéis receberão no final de sua jornada cristã. O vencedor comerá da árvore da vida que está no Paraíso de Deus (2.7), aquele que for fiel até a morte receberá a coroa da vida (2.10), o vencedor receberá ainda o maná escondido e uma pedra branca com um novo nome nela escrito (2.17), o que vencer e for obediente até o fim receberá autoridade sobre as nações e receberá a estrela da manhã (2.26-28), os vencedores que não contaminaram as suas vestes, andarão com Jesus, vestidos de branco, pois são dignos, e, por isto mesmo, jamais terão o seus nomes apagados do livro da vida, mas serão reconhecidos diante do Pai celeste (3.4-5), o vencedor servirá perpetuamente em posição privilegiada como coluna no santuário de Deus, e receberá em si a inscrição do nome de Deus, do Senhor Jesus Cristo e de sua santa cidade celestial (3.12), e, por fim, o vencedor receberá o direito de sentar-se juntamente com Cristo no seu trono assim como Jesus venceu e recebeu o direito de sentar-se no trono do Pai (3.21). A coroa da vitória é promessa garantida aos que combateram o bom combate, completaram a carreira, e guardaram a fé (2 Tm 4.7). Somos, assim, estimulados à desenvolver nossa salvação como temor e tremor e também à nos empenharmos para confirmar nossa eleição sabendo que é desta forma que estaremos ricamente providos para entrar no Reino Eterno de nosso Senhor e Salvador (2Pe 1.10.11).


7. ÚLTIMA EXORTAÇÃO DE JESUS

No final de cada uma das sete cartas, Jesus dirige uma última exortação, dizendo: “Aquele que tem ouvidos ouça o que o Espírito diz às igrejas” (2.7, 11, 17, 29; 3.6, 13 e 22). Como também alertou o autor de Hebreus: “Hoje, se vocês ouvirem a sua voz, não endureçam o coração... cuidado, irmãos, para que nenhum de vocês tenha coração perverso e incrédulo, que se afaste do Deus vivo” (Hb 3.7-12). O Espírito de Cristo está falando e batendo a porta. Ele nos ama e quer o nosso bem, desejando ter comunhão conosco. “Por isso é preciso que prestemos maior atenção ao que temos ouvido, para que jamais nos desviemos. Porque, se a mensagem transmitida por anjos provou a sua firmeza, e toda transgressão e desobediência recebeu a devida punição, como escaparemos, se negligenciarmos tão grande salvação?” (Hb 2.1-3a). Portanto, “Aquele que tem ouvidos ouça o que o Espírito diz às igrejas”!


Bispo José Ildo Swartele de Mello

Comentários

  1. Amado Bispo,

    Quanto ao destino das sete cartas do Apoc, não tenho dúvida da historicidade das igrejas, mas me ajuda na compreensão do ver 26 e 27 do cap 2
    "E ao que vencer, e guardar até ao fim as minhas obras, eu lhe darei poder sobre as nações,
    E com vara de ferro as regerá; e serão quebradas como vasos de oleiro; como também recebi de meu Pai"

    Este texto não dá margem p/ o milênio, uma vez que essa igreja não existe mais?
    Um outro texto tb seria: "Como guardaste a palavra da minha paciência, também eu te guardarei da hora da tentação que há de vir sobre todo o mundo, para tentar os que habitam na terra."

    Da mesma maneira esta igreja não existe mais, como explicaríamos essa questão? Acho que nem mesmo os pré-tribulacionista consguem explicar, a não ser aqueles que interpretam as igrejas como sendo figuras da igreja ao longo da história do Cristianismo.

    ResponderExcluir
  2. Graça e paz amado Bispo Ildo,

    A minha dúvida está relacionada a questão das sete igrejas do Apoc.
    Sei que elas eram igrejas reais, e que as cartas eram direcionadas a solucionar questões reais que aquelas igrejas passavam, mas a minha dúvida está no cap 2, vers 27, quando diz que a igreja irá reinar sobre as nações. Aqui este texto parece favorecer a visão milenista. E no 3,10 onde a igreja de Filadélfia irá ser poupada de uma grande tribulação (esta igreja não existe mais), mt enigmático!
    Há uma corrente teológica que afirma que cada uma das igrejas representam um período da igreja na história (fantasioso), mas aqui eles encontram suas bases ...
    Qual é a sua posição sobre esses textos apresentado?
    Um forte abraço!

    ResponderExcluir
  3. Caro Nilson,

    Em Apocalipse vemos as almas dos mártires reinando com Cristo (Ap 20). Sabemos que quando Cristo retornar, ele virá acompanhado daqueles que são seus. Neste dia, com "vara de ferro" os inimigos de Deus serão subjugados. Todo joelho se dobrará e toda língua confessará que Jesus é o Senhor!

    Quanto ao texto de Ap 3.10, entendo que aquela profecia se cumpriu literalmente para os destinatários originais daquela carta. Ela foi Palavra de Deus para eles lá e então e segue sendo Palavra de Deus para nós aqui e agora!
    Em João 17.15, as palavras de Jesus nos ensinam que podemos ser guardados do mal sem necessariamente sermos tirados do mundo. O povo hebreu foi guardado das pragas que caíram sobre o Egito, mesmo estando dentro do Egito. Eles não precisaram ser arrebatados para serem guardados das pragas. É preciso também que se faça distinção entre “ira de Deus” e “perseguição do Anticristo”. Concordamos que a Bíblia ensina que seremos protegidos da ira de Deus (1 Ts 1.9-10; 5.9; Rm 5.9), mas, como já vimos, não é necessário ser arrebatado para ser guardado do mal. Como Igreja, a semelhança de Cristo, somos entregues a morte todo o dia e fomos reputados como ovelhas para o matadouro, mas em todas estas coisas somos mais do que vencedores por Aquele que nos amou e nada e nem ninguém nos poderá separar do amor de Deus que está em Cristo Jesus (Rm 8).

    ResponderExcluir
  4. Olá Thays,
    Me esforcei para esclarecer o ensino contido nas Cartas de Jesus às sete igrejas e fico triste em saber que isto não serviu de ajuda para você. Gostaria de ainda poder ajudá-la de alguma forma, mas, para tanto, seria necessário que você fornecesse mais subsídios a respeito das suas dúvidas. Preciso saber onde residem suas dificuldades de compreensão para tentar ajudá-la.
    À sua disposição,
    Ildo.

    ResponderExcluir
  5. Bispo estou tendo esse estudo na igreja e está sendo maravilhoso.
    Com o tempo eu começei a falar de Jesus no facebook e um jovem rapaz começou a zombar de Deus, eu como cristã falei de Deus para ele e usei alguns versiculos da biblia pra ele entender o quanto Deus ama ele e o quanto ele é especial.
    mais ele veio com argumentos que me deixaram muito triste, dizendo que se ele quisesse fazer o povo acreditar num Deus que não existe ele inventaria uma biblia e diria que o "BATMAN" era o deus desse mundo e talz... fiquei muito chocada com isso, pois o fim dos tempos está proximo, Jesus está voltando e o nosso dever na terra é pregar o evangelho a todos, então eu queria pedir um estudo sobre esse tipo de coisa, em relação a quem não acredita em Deus.
    E voltando para o assunto do estudo de apocalipse, eu adorei tudo o que o Senhor falou e tenho uma duvida, Jesus falou todas essas coisas para as sete igrejas, mais serve para o nosso tempo também, ou seja Ele usou todas essas palavras para abrir os olhos de todas as igrejas?
    a Paz do Senhor Bispo.. estou esperando sua resposta!
    bjos amado.

    ResponderExcluir
    Respostas
    1. Olá Jéssica, desculpe a demora em responder sua mensagem. Fiquei muito contente em saber que meus estudos tem sido bênção para sua vida. Sobre sua questão sobre evangelismo, tenho alguns estudos a respeito que talvez possam dar alguma luz: http://escatologiacrista.blogspot.com.br/2012/06/aprendendo-evangelizar-algumas-dicas.html
      http://www.youtube.com/watch?v=7cQx5RT7gpA

      Jesus deu exemplos de como evangelizar. O registro de Jesus evangelizando a Mulher Samaritana (Jo 4) nos ensinam alguns princípios elementares: 1) a importância de uma boa abordagem, 2) sabedoria para conduzir uma conversa do campo natural para o espiritual, 3) capacidade de confrontar a pessoa com a lei divina de modo a esmagar qualquer senso de justiça e méritos próprios. 4) Por fim, a revelação de Cristo como único e suficiente Salvador.

      Você está correta em entender que as mensagens de Cristo para as Sete Igrejas se aplicam para as igrejas de hoje. A Palavra de Deus continua viva e eficaz!

      Um grande abraço,
      Ildo

      Excluir
  6. Muita bencao Pr. Tenho lido literaturas a respeito d asunto e seu artigo foi muito edificante.

    ResponderExcluir
  7. Bencao pura Pr. Tenho lido literaturas a respeito d asunto e seu artigo foi muito edificante. Gloria a Deus pela sua vida!

    ResponderExcluir
    Respostas
    1. Olá Nilson, fico muito feliz em saber do seu apreço por meus estudos bíblicos.
      Um grande abraço,
      Ildo

      Excluir
  8. Olá Ildo,

    Achei muito edificante este artigo (como todos os outros que existem neste blog), mas tenho uma duvida que me preocupa muito e me tem atormentado nos últimos dias.

    Li no seu artigo que "Jesus não admite o pecado no mundo e muito menos na Igreja". A questão é que a Igreja é composta por seres Humanos, que têm virtudes, pecam e se arrependem do pecado. Mas esses seres Humanos nunca podem ser perfeitos (na minha óptica, ser perfeito implica não pecar mais até ao fim dos nossos dias).
    Acredito no aperfeiçoamento pessoal através do espírito santo, que opera em todos os Cristãos. Eu próprio estou a experimentar um novo nascimento, o abandono de hábitos antigos e o crescer da graça de Deus na minha vida. No entanto, acho impossível atingir a perfeição pois existe sempre algo que fazemos bem mas podíamos ter feito um pouco melhor, existe sempre um mau pensamento, uma má atitude mesmo que esporádica, existe sempre o pecado até ao nosso ultimo suspiro.
    A minha questão é: se nunca chegamos à perfeição, se existe o pecado em nós e na Igreja, como seremos justificados perante Deus no juízo final?

    Um grande abraço,
    Fábio

    ResponderExcluir
    Respostas
    1. Olá Fábio, realmente Deus não admite o pecado na igreja, por esta razão é que não devemos nos conformar com este mundo (Rm 12.1) e precisamos nos desembaraçar do pecado que tenazmente nos assedia (Hb 12.1), devemos deixar as coisas que para trás ficam a fim de rumarmos para a perfeição. "Não que eu já tenha obtido tudo isso ou tenha sido aperfeiçoado, mas prossigo para alcançá-lo, pois para isso também fui alcançado por Cristo Jesus" (Fp 3:12).

      Recebemos um mandamento de sermos santos como é santo o nosso Pai Celestial: "Mas, assim como é santo aquele que os chamou, sejam santos vocês também em tudo o que fizerem" (1 Pe 1:15). Jesus nos chama e nos capacita através da poderosa operação do Espírito Santo que nos torna novas criaturas aptas para vivermos uma nova vida, andando no Espírito de modo a não satisfazermos a concupscência da carne (Gl 5.16).

      "Meus filhinhos, escrevo-lhes estas coisas para que vocês não pequem. Se, porém, alguém pecar, temos um intercessor junto ao Pai, Jesus Cristo, o Justo" (1 Jo 2:1).

      Oramos pedindo para não cairmos em tentação, mas se cairmos, não devemos ficar prostrados. Jesus é a propiciação pelos nossos pecados. Arrependidos, devemos confessar e abandonar a prática do pecado. Recebendo, assim, o perdão e a purificação para andarmos na luz e para vencermos o mundo através da fé.

      Recomendo que assista um vídeo de uma mensagem minha intitulada "Situações". Espero tê-lo ajudado a compreender melhor esta importante questão. Qualquer dúvida, é só chamar. Um grande abraço!

      Excluir
    2. Olá Ildo,

      Uma vez mais obrigado pela resposta a uma das minhas perguntas. O "novo nascimento" ou "a nova criatura" era o ponto que mais me preocupava nesta minha caminhada cristã. Por um lado tinha a ideia que essa "nova criatura" era alguém que atingiu um estado de perfeição e que o pecado não tocava mais. Por outro lado, tinha a ideia que já me tinha tornado nessa "nova criatura" porque sinto comunhão com Deus e tenho um relacionamento próprio com Ele.
      No entanto, continuo a pecar (menos do que o fazia) e sinto que a minha fé não é tão grande para passar o teste derradeiro de amor a Cristo: morrer por Ele.
      Após assistir ao seu sermão, tudo fez sentido. No inicio, era Simão: fraco e vencido pelo pecado. Neste ponto da minha caminhada, sinto mais que sou como Simão Pedro: ainda tenho partes de Simão mas estou a transformar-me em Pedro, uma nova criatura. No final da minha jornada, tenho uma fé muito grande que Deus me transformará em Pedro. É isso que peço a Deus em todas as minhas orações, e continuarei a fazê-lo porque agora sinto-me mais firme na minha caminhada.

      Que Deus me ajude e também o ajude a si para continuar a pregar e a elucidar pessoas como eu.

      Um grande abraço,
      Fábio

      Excluir

Postar um comentário

Postagens mais visitadas deste blog

Uma exortação para que haja ordem e decência nos cultos

Lições extraídas da história de Mefibosete

A Igreja passa pela Grande Tribulação?