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Não Deixemos de Congregar - Hb 10.25








Não deixemos de Congregar

Como se dá o crescimento espiritual de um cristão? Podemos nos desenvolver espiritualmente mesmo alheios a vida da igreja? Qual a importância de estarmos juntos? O que significa ir a igreja? Por que temos de ir a igreja? Será mesmo possível desenvolvermos nossa vida espiritual à parte da igreja, através da leitura bíblica e oração particular?

Em Ef 4.1-16, o Apóstolo ressalta a importância da igreja. Temos ali uma exortação à unidade, o que requer a eliminação de todas as tendências para as facções, que são apenas manifestações de egoísmo. Em Ef 1.9, 10, onde está escrito: “desvendando-nos o mistério da sua vontade ... de fazer convergir nele, na dispensação da plenitude dos tempos, todas as coisas, tanto as do céu como as da terra”, vemos que o grande desígnio de Deus é a restauração e a unidade de todas as coisas em torno de Cristo. A igreja deve experimentar a unidade para tornar-se a primeira ilustração de como o Senhor haverá de reunir todas as coisas em torno de Jesus. Os próprios anjos se colocam a observar o que Deus está fazendo no seio da igreja, e desse modo aprendem o que o Senhor fará em todo o universo.

Foi o próprio Jesus quem disse: “Onde dois ou três estiverem reunidos em meu nome ali eu estarei” (Mt 18.20). Ressaltando a importância da comunhão. Quando os irmãos se reúnem Deus se faz presente de uma maneira toda especial. É na unidade do povo de Deus que o Senhor “ordena a sua bênção e a vida para sempre” (Sl 133.3).

Muitas orações são respondidas porque oramos juntos em unidade: (Mt 18.19) “Em verdade também vos digo que, se dois dentre vós, sobre a terra, concordarem a respeito de qualquer coisa que porventura pedirem, ser-lhe-á concedida por meu Pai que está nos céus.” E a própria plenitude do Espírito se dá quando estamos reunidos como Igreja como aconteceu no primeiro Pentecoste e conforme o ensino de Paulo aos Efésios, quando diz: “enchei-vos do Espírito Santo, falando entre vós com salmos e cânticos espirituais... sujeitamos uns aos outros no temor do Senhor.”

A vida cristã não é a exaltação de nossa individualidade, ou de nossa independência, mas, sim, é uma vida em congregação, em unidade, em sociedade, em amor. Somos individualmente membros do corpo de Cristo. Onde estamos interligados e interdependentes. Não podemos ser cristãos tipo “ilha”, não podemos viver isolados do corpo. A própria oração que Jesus nos ensinou é uma oração que deve ser feita em conjunto: “Pai nosso... e pão nosso”. Não podemos nos batizar a nós mesmos e nem ministrarmos a Ceia sozinhos, individualmente, para nós mesmos.

Infelizmente, em nossos dias, principalmente no ocidente, tendemos a negligenciar tal solidariedade em favor da afirmação de nossa identidade individual. Mas, como afirmou John Donne: “Nenhum homem é uma ilha, completa em si mesma; todo homem é um pedaço do continente, uma parte do todo. Se um bloco de terra é arrastado pelas águas, o território fica diminuído, seja a Europa ou a fazenda dos teus amigos. A morte de cada ser humano me diminui, porque estou envolvido na humanidade.”

Não devemos nos preocupar apenas com nossa santidade e edificação pessoal. Não devemos buscar apenas o que é nosso. Devemos evitar o egoísmo e o individualismo.
A questão da solidariedade é muito forte na igreja, por esta razão nos exorta o autor de Hebreus, dizendo: “Não deixemos de congregar-nos, como é costume de alguns; antes façamos admoestações, e tanto mais quanto vedes que o dia se aproxima.” (Hb 10.25).

O cristão cresce espiritualmente através da verdade e do amor. Ele não cresce sozinho, independente dos outros, alheio à igreja. Mas cresce como membro do corpo de Cristo, em íntima comunhão com os demais membros e vinculado a Cristo que é o cabeça do corpo. Um dedo, se for cortado do corpo, deixa de crescer, morre e apodrece, pois não há vida fora do corpo para ele. Portanto, não deixem de congregar!

Bispo Ildo Mello
www.metodistalivre.org.br

mensagem pregada no dia 4 de julho de 2010

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