Uma consideração sobre a doutrina da Trindade

A Bíblia ensina a existência de um único Deus (Deuteronômio 6.4; Isaías 45.22; 1 Timóteo 1.17). Só Deus é Senhor, só Ele é Criador e só Ele deve ser adorado. Deus disse que não repartiria sua glória com nenhum outro (Isaías 42.8). Daí, temos que Jesus é igualmente denominado Senhor, Criador e também é adorado (João 1.1-3; 9.38; 20.28). Jesus também afirma ter poder para perdoar pecados, ressuscitar os mortos e que será o juiz de todos no dia final, atribuições destinadas única e tão somente a Deus. Além de tudo isto, Jesus é também claramente chamado de Deus verdadeiro e todo poderoso por seus Apóstolos em distintas passagens do Novo Testamento (1 João 5:20; Isaías 9:6; João 1.1-3; 9.38; 20.28; Apocalipse 1.8; Hebreus 1.1-8; Colossenses 1.15-20).

Se concordamos com o ensino bíblico de que Jesus é Deus e de que existe apenas um único Deus, teremos apenas duas saídas: Jesus e o Pai são a mesma pessoa ou são duas pessoas distintas pertencentes a mesma divindade. Ora, seria Jesus uma encarnação do Pai? Bem, existem várias passagens que impedem tal conclusão, pois Jesus e o Pai interagem entre si de muitas maneiras, conversando um com o outro, sentando-se lado a lado, um amando e honrado ao outro, etc. (Mateus 27.46; Lucas 9.35; João 8.54; 1 Pedro 3.22; Hebreus 10.12; Atos 7.55). 


Ficamos, portanto, diante de um impasse misterioso. Como é que Jesus pode estar com Deus e ao mesmo tempo ser Deus? (João 1.1). Começa aí a doutrina da Trindade, pois o Espírito Santo também é descrito como um ser pessoal que partilha de atributos puramente divinos (Atos 5:3-4; 1 João 5:7; Hebreus 9.14; Romanos 8.2,11; Salmo 139:7; 1 Coríntios 2.10; 12.11; Jó 33.4 e Gênesis 1.-3). O Espírito Santo está associado ao Pai e ao Filho em condição de igualdade (Mateus 28.19 e 2 Coríntios 13:14).

A mente humana não é capaz de compreender a natureza divina, mas temos a promessa de um dia sermos capazes de conhecer a Deus como Ele realmente é! "Amados, agora somos filhos de Deus, e ainda não é manifestado o que havemos de ser. Mas sabemos que, quando ele se manifestar, seremos semelhantes a ele; porque assim como é o veremos"(1 João 3:2, cf. 1 Coríntios 13.13).

Bispo José Ildo Swartele de Mello

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