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Deveres pastorais




Um(a) pastor(a) deve ter o caráter de um cristão, a sabedoria de um mestre, a fidelidade de um mordomo, a humildade de um servo e o coração de um pai.

Um(a) pastor(a) deve ter:


1. o caráter de um cristão. Como exortou o Apóstolo Paulo: “torna-te padrão dos fiéis, na palavra, no procedimento, no amor, na fé, na pureza.” (1 Tm 4.12). “Sede meus imitadores, como também eu o sou de Cristo” (1 Co 11.1).

2. a Sabedoria de um mestre. “E vos darei pastores segundo o meu coração, os quais vos apascentarão com ciência e com inteligência”. (Jr 3:15). Isto exige muito preparo e estudo. “E propôs-lhes também uma parábola: Pode porventura um cego guiar outro cego? não cairão ambos no barranco?” (Lc 6:39). Deve ser capaz de administrar adequadamente os conflitos e as questões da igreja. Deve ser um conselheiro sábio e prudente. Apto para ensinar como alguém que maneja bem a Palavra da Verdade (1 Tm 3.2 e 2 Tm 2.15).

3. a fidelidade de um mordomo: “Assim, pois, importa que os homens nos considerem como ministros de Cristo e despenseiros dos mistérios de Deus. Ora, além disso, o que se requer dos despenseiros é que cada um deles seja encontrado fiel. (1 Co 4:1-2). O papel do mordomo não é ser famoso nem bem sucedido, mas fiel. Não traz novas revelações, mas dedica-se ao ensino da sã doutrina bíblica, sem mistura (2 Co 4.2; 2 Tm 2.2). Que é organizado e disciplinado, pontual e responsável. Alguém confiável. Fiel na execução de tarefas administrativas, no treinamento de líderes e no cuidado dos membros e no cumprimento da missão que lhe foi delegada pelo Senhor. Com o zelo daquele que vela pelas almas como quem há de prestar contas delas (Hb 13:17).

4. a humildade de um servo: Um pastor não deve se comportar como dominador do rebanho, mas deve guiar, inspirar e influenciar pelo exemplo (1 Pe 5:2-3). Deve lembrar-se do gesto do Senhor que lavou os pés dos discípulos e que disse ter vindo para servir e não para ser servido. E não devem fazer nada por partidarismo ou vanglória, mas por humildade, considerando os outros superiores a si mesmo, tendo em si o mesmo sentimento que houve também em Cristo Jesus, pois ele, subsistindo em forma de Deus, não julgou como usurpação ser igual a Deus; antes a si mesmo se esvaziou, assumindo a forma de servo, tornando-se em semelhança de homens; e, reconhecido em figura humana, a si mesmo se humilhou, tornando-se obediente até a morte, e morte de cruz (Fp 2:3-8).

5. o coração de um pai: Amoroso, terno e compassivo, que se expressa em cuidado, provisão, socorro, visitação, oração e sacrifício, tudo para garantir a proteção e o bem-estar de seus filhos. (Mt 25.36; Hb 13.17). Que sabe aplicar a disciplina motivado pelo amor cuidador (Hb 12.6). “O que acham vocês? Se alguém possui cem ovelhas, e uma delas se perde, não deixará as noventa e nove nos montes, indo procurar a que se perdeu? E se conseguir encontrá-la, garanto- lhes que ele ficará mais contente com aquela ovelha do que com as noventa e nove que não se perderam. Da mesma forma, o Pai de vocês, que está nos céus, não quer que nenhum destes pequeninos se perca (Mt 18:12-14).


Louvado seja Deus por todos os pastores(as) que tem honrado sua nobre vocação, agindo como fiéis despenseiros daquilo que lhes foi confiado pelo Senhor da Igreja. E que todos os membros da Igreja de Cristo possam honrar devidamente aos seus pastores(as) conforme a Bíblia que diz: “Obedeçam aos seus líderes e submetam-se à autoridade deles. Eles cuidam de vocês como quem deve prestar contas. Obedeçam-lhes, para que o trabalho deles seja uma alegria e não um peso, pois isso não seria proveitoso para vocês.” (Hb 13.17).

Bispo Ildo Mello

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